Sobre o Dinofauro

Quem criou o Dinofauro?

Sobre o Dinofauro

Quem criou o Dinofauro?

Meu nome é André Crevi Trabalho com design, artes visuais, produção cultural e digital, e sou o criador do Dinofauro.

Fui eu quem imaginou, batizou e desenvolveu o personagem, sua linguagem em “dinofaurês” e todo o universo visual que você encontra por aqui.

Sempre fui apaixonado por personagens animados. Como qualquer criança dos anos 80 e 90, cresci acompanhando Simpsons, Snoopy, Hanna-Barbera, Looney Tunes, Turma da Mônica e tantos outros. Esses universos me ensinaram que um personagem pode ser muito mais do que um desenho: pode ser linguagem, afeto, crítica, humor e companhia.

Como ele nasceu?

Muito antes do Dinofauro, eu já experimentava com personagens e projetos de humor na internet, em blogs e sites, lá por 2005. Esses trabalhos foram meu laboratório criativo.

O Dinofauro nasceu em um dia comum, em 2015, quando eu estava indo ao cinema. Vi na minha timeline uma imagem gringa de um dinossauro de borracha azul. Aquela imagem me chamou atenção. Pesquisei e não encontrei nenhuma página ou personagem em português usando aquele visual.

Em menos de meia hora, criei a página “Dinofauro” no Facebook, publiquei algumas imagens com o personagem e fui assistir ao filme. A primeira postagem, simples, começou a receber milhares de curtidas por hora. Foi aí que percebi que aquele dinossauro tinha tomado forma como personagem.

Do post à sensação da internet

Em poucos meses, o Dinofauro saiu da bolha do Facebook e começou a aparecer em portais e revistas pelo Brasil. Matérias em veículos como Info, Terra, UOL, Capricho, G1, R7, entre outros, apresentavam o “dinossauro azul que fala com F” como uma sensação da internet.

A página chegou a centenas de milhares de curtidas e milhões de pessoas alcançadas por semana. A palavra “Dinofauro”, inexistente até então, passou a aparecer em milhares de buscas e o personagem ganhou uma comunidade própria, cheia de referências, piadas internas e muito carinho.

Personagem, creator economy e trabalho

Quando percebi que o Dinofauro tinha se tornado algo maior, comecei a olhar para ele também pela lente da criação de conteúdo que estava começando na internet. Sempre trabalhei com Redes Sociais e a ideia era simples: se o personagem pudesse ser monetizado de forma responsável, eu conseguiria dedicar mais tempo e energia às criações — imagens, vídeos, lives, publicações, produtos e tudo o que esse universo pedia.

Ao longo do tempo, o Dinofauro foi se transformando quase em uma microempresa criativa: conteúdo, produtos, parcerias, atendimento, entrevistas e gestão de comunidade. Grande parte desse processo foi administrada por mim, muitas vezes sozinho, equilibrando recursos, investimentos, tempo e saúde mental.

Equipe, comunidade e cuidado com o público

Embora a ideia original e a criação do personagem sejam minhas, o Dinofauro nunca foi uma jornada totalmente solitária. A comunidade dinofáurica — fãs, seguidores e pessoas que ajudam a cuidar da página — sempre foi essencial para manter esse universo vivo.

As ideias, comentários, piadas, memes e a energia das pessoas ajudaram a sustentar o Dinofauro, inclusive em fases em que eu estive mais ausente.

Nessa caminhada, conto com a ajuda de Flavia Lopes Melo, que auxilia na administração e no cuidado com a comunidade dinofáurica. Também contamos com a participação de Paulo Henrique Nascimento, com a parceria da Gascaff Digital e com o apoio da TS Contábil e Marcas no processo de registro da marca Dinofauro.

Nos produtos e na logística, contamos também com a parceria da Personaliza Foz, que ajuda a transformar as ideias dinofáuricas em itens que chegam até a comunidade.

Como criador, sempre me preocupei com o carisma e a coerência do personagem: como ele fala, como responde e como demonstra carinho por quem acompanha. Isso também envolve lidar com críticas, debates sobre capacitismo, plágios e perfis que tentam usar o nome “Dinofauro” como se fossem oficiais.

Para proteger o público e o personagem, registrei o nome e a representação do Dinofauro. Assim, consigo diferenciar o que é oficial do que é cópia e contribuir para a discussão sobre autoria e direitos na internet.

Produtos, parcerias e impacto

A partir dessa base, o Dinofauro saiu da tela. Nasceram canecas, camisetas, brinquedos, kits oficiais e outros produtos em parceria com pessoas e empresas especializadas.

Também realizamos ações patrocinadas com marcas, buscando equilibrar humor, transparência e respeito por quem acompanha a página. Ao mesmo tempo, a audiência do Dinofauro já foi usada para divulgar causas sociais e projetos culturais, mostrando que um meme também pode gerar impacto positivo para além da piada.

Dinofauro hoje: cultura de internet e novas fases

De 2015 para cá, o Dinofauro continua vivo na cultura da internet. Muitos designs do personagem foram tatuados, traduzidos, adaptados e referenciados por pessoas que nem sempre sabem exatamente de onde veio a primeira página, mas sentem alguma conexão com esse T-Rex azul desengonçado.

O personagem também passou a ser estudado academicamente, como no Museu de Memes da Universidade Federal Fluminense, tornando-se parte da memória afetiva da internet brasileira.

Depois de uma pausa e de outras buscas criativas, retomo agora o Dinofauro em uma nova fase, mais alinhada ao meu trabalho como designer e artista visual e digital: com traços mais simples, corpo mais “toy art” e uma presença ainda mais autoral.

O Dinofauro continua sendo o mesmo T-Rex azul que fala em dinofaurês. Mas hoje ele também é um espelho da minha trajetória como criador e da força de uma comunidade que continua ajudando esse universo a existir.

André Crevi